Apresentação

A coleção da Fundação Eva Klabin é um dos mais importantes acervos de arte clássica dos museus brasileiros, com mais de duas mil peças procedentes de quatro continentes - Europa, Ásia, África e América. Cobre um arco de tempo de quase 50 séculos e está em exposição permanente em sua sede, abrangendo pinturas, esculturas, mobiliário, tapetes, prataria e objetos de arte decorativa. Saiba mais

A reunião dessas peças foi fruto do ideal de vida da colecionadora, que se dispôs a realizar esse trabalho, com expressa determinação, desde a sua mocidade até a década de 1980. As obras foram adquiridas de particulares, em antiquários ou em casas de leilão no Brasil e no exterior, em cidades como Roma, Paris, Londres, Zurique, Viena, Madri, Barcelona, Nova York, Buenos Aires e Hong Kong. Em suas muitas viagens, Eva Klabin sempre dedicava tempo à busca de novas preciosidades para dar início a um novo núcleo dentro da coleção ou ampliar algum dos já existentes.

As peças foram sendo compradas pouco a pouco, à medida que se apresentavam à colecionadora as oportunidades para adquiri-las. No período posterior à Segunda Grande Guerra a colecionadora deu maior ênfase às peças italianas em geral, como mobiliário, pintura, escultura e artes decorativas. A coleção de pintura inglesa começou em Londres, em 1952, prosseguiu até 1959 e a de pintura holandesa iniciada em 1954, estendeu-se até 1962. Nos anos 1960 e 1970, Eva dedicou-se com mais afinco à procura das peças que viriam completar a coleção, quando reuniu, então, o núcleo dos objetos referentes à Antigüidade, ao Oriente, e às artes decorativas. A coleção, que narra a história da arte do Egito Antigo ao Impressionismo, adentra pelo século 20, mas com poucos exemplares da sua primeira metade.

A amplitude e a variedade do acervo reunido por Eva Klabin possibilitam diferentes formas de classificação. O fato de as obras comporem uma casa-museu, na qual os objetos de diferentes períodos, culturas, materiais e funções convivem de forma harmoniosa, segundo critérios de gosto da colecionadora, nos fez optar por apresentar a coleção em núcleos referentes ao local de origem das peças e criar um item à parte para as artes aplicadas, independentemente de seu local de origem.