Magna Grécia,
séc. III-I a. C.
Mármore, 34,0 x 27,0 x 28,0 cm

A escultura grega da segunda metade do século V a.C. representa um momento fundamental na história da arte ocidental, constituindo durante séculos modelo de perfeição pelo seu equilíbrio entre um sistema de proporções baseado em sofisticados conhecimentos geométricos e matemáticos e verossimilhança na representação da natureza. Os gregos exaltaram os próprios ideais de liberdade, de força e de heroísmo individual na figura do jovem herói e do atleta, e condensou o supremo ideal de perfeição e de beleza além do humano na imagem de Apolo, deus do sol, da música, símbolo da luz da razão. A peça da Casa Museu Eva Klabin é identificada como sendo o rosto de uma estátua representando Apolo. As esculturas gregas executadas em mármore eram freqüentemente pintadas e destinadas a ornamentar a arquitetura dos templos: o fragmento possui um encaixe na parte superior do crânio que faz pensar que pudesse servir de apoio para uma cornija ou um entablamento.